O grandioso Arsenal de Veneza e o Museu Histórico Naval

A vocação de Veneza para as trocas comerciais via água está intrinsecamente ligada à sua história e à própria geografia da cidade. Foi do mar e da laguna que a Serenissima tirou todas as forças para conquistar territórios, poder e prestígio. Coadjuvante importantíssimo em toda sua história, o grandioso Arsenal foi fundado no século XII e por muitos anos foi o maior canteiro naval do mundo.

Naquele período Veneza era uma potência comercial, política, cultural e militar. No Arsenal eram construídos os navios e barcos que saíam para explorar o Oriente. As frotas eram temidas pelos inimigos por serem sólidas, estáveis e ágeis, e até mesmo Dante Alighieri, impressionado com a potência do Arsenal, descreveu o canteiro em um dos versos do Inferno.

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Da atmosfera grandiosa do passado do Arsenal hoje restam lembranças. O espaço pertence à Marinha e por ser uma zona militar, não é totalmente aberto ao público. Algumas zonas do Arsenal hospedam mostras da Bienal de Veneza e eventos culturais e passear pelas imediações do Arsenal, no bairro de Castello, é muito agradável e a área fica bem próxima à Praça São Marcos.

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A vista da antiga torre do Arsenal

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Museu Histórico Naval e Pavilhão dos Navios

Para quem gosta de história naval, vale a pena passear pelo museu adjacente ao Arsenal. São cinco andares com 42 salas de exposição e este é considerado o mais importante museu naval da Itália. Desde maio de 2015, o Museu Histórico Naval está fechado para uma reforma. Por enquanto é possível visitar o Pavilhão dos Navios, situado na antiga oficina de remos do Arsenal, um edifício do ano de 1577.

O Pavilhão dos Navios conserva algumas embarcações que fizeram a história do Arsenal e de Veneza. O pavilhão é muito antigo e a atmosfera sugestiva quando imaginamos que ali, os carpinteiros trabalhavam duro na construção de remos e outras peças das embarcações. A que mais chama atenção sem dúvidas é a embarcação real de 18 remos, ricamente adornada com esculturas douradas. Foi construída no próprio Arsenal, em 1850 e utilizada em ocasiões solenes como a visita do rei Vittorio Emanuele II e no cortejo fúnebre do Papa Pio X.

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Alguns barcos à vela e barcos a remo antigos também fazem parte do acervo e foram utilizados nas primeiras competições esportivas realizadas em Veneza no passado. A qualidade da madeira e a engenhosidade que os venezianos tinham para construir as frotas navais são perceptíveis nas peças mais antigas. Fiquei impressionada com o barco utilizado pelos mergulhadores e o equipamento pesado que eles usavam.

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Na última sala, fica exposta a gôndola fúnebre que levava os defuntos mais importantes até o Cemitério de Veneza, que fica na Ilha de San Michele. Em cortejo solene, o barco seguia e a família se despedia do ente querido com muita pompa.

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Além das embarcações, o Pavilhão expõe objetos e maquinários utilizado na construção e funcionamento dos barcos e navios produzidos no Arsenal e em outras partes da Itália.

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Pavilhão dos Navios fica aberto de segunda à quinta, das 8h45 às 13h, às sextas, das 8h45 às 17h e aos sábados e domingos, das 10h às 17h. O ingresso custa 5 euros. A entrada fica bem próxima à ponte do Arsenal, no bairro de Castello. Para saber mais sobre este bairro e as outras atrações, clique aqui.

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